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PODER TRADICIONAL
 
 
A esmagadora maioria da população das zonas rurais é regida por uma entidade conhecedora dos hábitos, costumes e tradições dessa população , cuja base da sua superintendência está nos contos, máximas , lendas, provérbios e cultura ancestrais que se ajustam a todas as esferas da vida .

São Autoridades Tradicionais , conhecidas em Angola com os nomes de Osoma/ Sekulu (Ovimbundu), Ntotila, Kunkulu e Vata ( Bakongo), Mwanangana/ Mwata ( Côkwe), Ohamba ( Nyaneka e Ovambo) , Mwene ( Mbunda), Mwangana (Luvale) ou Ngola ( título do chefe supremo Kimbundu ). Elas, não são senão um prolongamento do sangue valor e da linhagem real, cuja legitimidade e consagração do seu poder se baseia na ostentação dos símbolos que recebe dos anciãos indicados ,na cerimónia ritual da sua entronização .

São entidades respeitadas e veneradas pela população, por considerá- las como “tendo poderes extra naturais e capazes de zelar o povo tanto de dia como de noite” . Quer dizer, para algumas culturas, depois de Deus ( Nzambi, Suku ou Kalunga) que criou o universo e o supervisiona , estão os seus chefes ditos tradicionais ligados pelo “sangue valor” aos seus ancestrais .
Dentre vários objectos que simbolizam o poder tradicional em Angola ,é de registar o Trono ( um aparato que comporta cadeiras, pele de onça ou de leão ,esteiras, e outros elementos de ornamentação à dimensão do entronizado ), a Coroa e o Bastão .

Nesta sala, está exposta uma variedade de outros símbolos do poder , como o enxota moscas, feita de cauda de um antílopes, servindo para afastar os malefícios e espíritos malignos ao redor do chefe e da sua comunidade , os batuques e trombetas de chifres de boi para anunciar as ordens e os acontecimentos relevantes , as pulseiras ,as adagas e machadinhos especificos para as autoridades tradicionais, entre outros.

Uma atenção especial vai para a “Pedra da Hiroshima “Outorgada à Sua. Exª. o Presidente da República, engenheiro José Eduardo dos Santos a 6 de Junho de 2003, pela Associação Japonesa da Pedra Hiroshima, como reconhecimento do seu empenho na solução pacifica dos conflitos e de ser o mascote e principal Protagonista da Paz em Angola .

A sua deposição e exposição neste Museu, serve, não só para a contemplação pública ,mas acima de tudo ,como uma fonte de inspiração para a consolidação da Paz , da harmonia e da coabitação pacifica de todos os angolanos.
A sala de poder tradicional é isso e muito mais.Visite –nos.

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